sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Diane Arbus, Twins

Irmã,

saquemos das garrafas escondidas na tua mala e brindemos. Brindemos ao Karaoke e à Gwen Stefani, à nossa madrinha Juliana e ao nosso padrinho Miguel, à minha madrinha Benny, ao tio João e à tia Joyce, aos avós, aos Creepers, a Paris e a Londres, ao Artur e à Maria, às blicas amarelas e plastificadas, ao Quickie e à Sura, às aulas de Teatro e às de CIF, ao Louis Garrel e ao Michael Pitt, à Vogue Francesa e às mil páginas de publicidade, aos Freaks e ao paio, aos tops da Bershka, aos turistas que tanto gostam de nós, às mamas alheias, aos chapéus e aos Slims, à Mariana Margarida, aos bancos do bar onde dançámos, às pulseiras de guerra e aos anéis de gémeas, às tatuagens místicas e aos tatuadores espirituais, aos filmes e aos almoços obscenamente caros no Montanha, à paciência da Mãe Paula e aos telefonemas que correm excepcionalmente bem.
Já agora brindemos também a um futuro de acusações de plágio, a um futuro de pobreza absoluta, a um futuro de tentativas desesperadas de vender a nossa arte e a um futuro de cantoras de metro.
Brindemos a nós.

PS: O Pai manda dizer que amanhã te faz a transferência da viagem para Londres.